Hoje fiz minha entrevista para o visto norte-americano. Ou melhor: fizemos, eu e a Ana.
O processo começou a pouco mais de 3 meses atrás, quando me cadastrei no site www.visto-eua.com.br, paguei a taxa de R$38,00 e tive acesso às informações e aos formulários necessários, bem como à agenda e ao próprio agendamento. A taxa paga me permitia agendar para mais pessoas da família e eu aproveitei para pedir para mim e para a Ana.
A partir de então foi esperar pacientemente pela data de 05 de Setembro, as 11h00, quando teríamos que nos dirigir ao Consulado, no bairro de Santo Amaro - SP. Em Belo Horizonte não é possível fazer.
Chegamos as 9h00 em ponto e vimos uma fila de desanimar. Fui verificar onde deveria me apresentar e fui informado que só poderia entrar na fila uma hora antes. Aproveitei para informar ao guarda a situação de minha esposa, que faz atualmente tratamento de quimioterapia e perguntei se teríamos alguma espécie de prioridade. Para nossa felicidade, passamos na frente de todos e o processo, que normalmente leva de 3 a 5 horas, fizemos em 1 hora e meia. Felizmente os americanos respeitam as pessoas com necessidades especiais.
São dois formulários a serem preenchidos para quem vai tirar o visto de turista e é maior de 16 anos: o DS156, que é preenchido aumentaticamente no site e o DS157, que precisa ser preenchido a mão. Também é necessário ter uma foto 5×5cm, bem nítida. Fotos de má qualidade são rejeitadas e foi o que nos aconteceu. Felizmente na lanchonete do próprio consulado é possível tirar fotos, mesmo para que isso tenha-se que morrer com R$14,00 por duas fotos. Paciência.
Após entregar todos os documentos citados acima no guichê de pré-entrevista, aguarda-se a chamada para tirar as impressões digitais, o que é feito de forma eletrônica. Nada de sujar os dedos. Finalmente, após mais alguma espera, somos chamados ao guichê para a temida entrevista. Não sei porque, pois fomos atendidos por uma americana muito simpática e prestativa. Aliás, todos que nos atendera foram simpáticos, salvo raras exceções. Os organizadores de fila são meio bruscos. Na entrevista nos foram feitas algumas perguntas, tais como quando pretendiamos viajar, qual o propósito da viagem, se éramos casados e se a empresa indicada no formulário DS156 era de nossa propriedade. Ao ser informada que sim, perguntou quantos anos de atividade tinha a empresa e simplesmente nos liberou o visto. Antes de terminar, eu pedi para falar (vc fala num telefone) e perguntei se pela natureza de meu trabalho (desenvolvimento web) seria fácil conseguir um visto de negócios, que tem uma permanência mais extensa. Ela sorriu e pediu nosso protocolo de volta, mudou a natureza do meu visto e emitiu uma guia para eu pagar mais USD60, que é a taxa que é cobrada apenas pelo visto de negocios, de sigla B1.
Pagamos a taxa e retornamos ao guichê. Para finalizar o processo, é necessário preencher um envelope de Sedex e pagar o valor do mesmo, pois o passaporte fica retido e é enviado em até 6 dias úteis.
Como ficou claro, não é um bicho de 7 cabeças conseguir um visto para os EUA. Requer sim muita paciencia e algum dinheiro no bolso, pois são diversas taxas, como listadas abaixo:
1. Taxa para acesso ao site de agendamento. R$38,00.
2. Taxa de USD120 por solicitante para participar da entrevista.
3. R$14,00 de fotos, por solicitante.
4. No meu caso, mais USD60 pelo visto de negócios.
No total, gastamos pouco mais de USD300,00 nessa empreitada, mas tenho certeza que será barato frente ao networking que pretendo em breve fazer na terra dos estadunidenses.
Eles que me aguardem,
E tenho dito.